A reserva de quarterback dos Ravens nunca foi um plano, e agora virou crise
A cirurgia no polegar de Lamar Jackson e a derrota por 36 a 10 expõem um elenco montado em torno de um só homem, com um calouro não draftado como última linha.
Foto: Maryland GovPics / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
Como um time com um bicampeão do MVP acaba com um calouro não draftado, que passou a semana imitando Josh Allen no time de treino, em campo contra os Bills? Isso não é só azar. Na nossa opinião, é uma falha de planejamento com laço de presente.
Veja o que aconteceu. Lamar Jackson voltou após três jogos fora por causa de uma lesão no tornozelo e durou uma jogada. O polegar direito dele pareceu prender no braço de Greg Rousseau, pass rusher dos Bills, segundo o resumo dos próprios Bills. O técnico Jesse Minter disse que seria "uma cirurgia" e que Jackson vai para a lista de lesionados. Tyler Huntley então saiu com uma lesão no dedo do pé, e Joe Fagnano, de UConn, estreou na NFL. Buffalo venceu por 36 a 10, e Baltimore está em 4-4 após a terceira derrota seguida, segundo a Field Level Media.
O polegar foi azar. A despensa vazia, não
Primeiro, sejamos justos. A mão de um quarterback bater em um defensor no fim do lançamento é uma jogada raríssima. Ninguém consegue montar um esquema contra isso, e ninguém deveria fingir o contrário.
Mas a pergunta de verdade é quem está atrás do titular. A temporada de Baltimore agora depende de um reserva veterano que tinha sido titular nas três semanas anteriores e saiu com lesão no dedo do pé, e de um calouro que não teve muitas repetições com o ataque titular. O próprio Minter explicou que Fagnano passou a semana imitando Allen no time de treino. É o som de um time sem margem.
O retrospecto confirma. A Sports Illustrated notou que os Ravens tinham vencido apenas 1 de 3 jogos que Jackson perdeu nesta temporada. Três jogos são uma amostra pequena, então não vamos exagerar. Ainda assim, aponta na mesma direção de tudo o que vimos no domingo: quando o jogador franquia está fora, o piso é muito baixo.
A linha é a história por trás da história
Fagnano terminou com 10 passes certos em 21, para 91 jardas, uma interceptação e um fumble perdido. Baltimore somou 144 jardas. Esses números dizem menos sobre um calouro do que sobre os homens à frente dele.
Buffalo fez 20 blitzes, recorde da temporada, e os Ravens conseguiram 2,5 jardas por jogada contra elas, segundo o resumo dos Bills. Converteram 3 de 13 terceiras descidas. Até um Jackson saudável teria dificuldade para sobreviver a uma tarde assim, e Huntley também caiu.
Os redatores locais do Baltimore Beatdown foram diretos. Um deles argumentou que os Ravens decidiram fazer "moneyball" com as linhas nos últimos anos e que o gerente-geral Eric DeCosta não resolveu o problema, acrescentando que o quanto o resto do time parece ruim é "uma acusação direta a DeCosta". São opiniões de um veículo voltado aos torcedores, não fatos. Mesmo assim, achamos que apontam algo real. A reserva de quarterback e a qualidade da linha são o mesmo problema: ou você protege seu ativo mais valioso com investimento de verdade, ou paga quando ele quebra.
O que Baltimore deve fazer agora
A tentação será trocar jogadores por pânico ou entregar a temporada. Resistiríamos aos dois extremos. Reagir a curto prazo a um domingo feio é como os times pioram uma temporada ruim.
Nossa recomendação é simples. Tratar as próximas semanas como uma auditoria. Descobrir se Fagnano ou Huntley conseguem funcionar atrás de uma linha remendada e decidir com honestidade se este núcleo veterano ainda tem uma janela. Os redatores do Baltimore Beatdown sugeriram vender no prazo final de trocas e reconstruir com escolhas de draft. Seria doloroso, mas é uma leitura defensável se o time continuar perdendo.
O cronograma também é nebuloso. A cirurgia é necessária, e a ABC News publicou o comentário de Minter de que a lesão pode encerrar a temporada. Ninguém deve marcar data de volta.
Nosso veredicto: os Ravens nunca foram candidatos ao título com tanto peso sobre um só jogador. A lesão de Jackson apenas tornou impossível esconder as lacunas do elenco. O trabalho da diretoria neste inverno é montar o time em torno dele, e não apenas torcer para que ele continue de pé.
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