A velha magia de Curry ainda vence o novo plano dos Lakers
Virada de 25 pontos, Wilkins ultrapassado e um drible em Dončić: por que a estrutura e o banco do Golden State vencem os Lakers de uma só estrela, e por que a Copa importa.
Imagem gerada por IA
Um time pode estar 25 pontos atrás no primeiro tempo e ainda assim ter o melhor plano? Na noite de sexta-feira, no Chase Center, o Golden State Warriors defendeu essa tese de forma bastante convincente.
Aqui vai a versão curta. Os Lakers abriram 25 pontos de vantagem, com Luka Dončić marcando 21 no primeiro quarto. Aí os Warriors venceram o segundo quarto por 38 a 15, empataram em 53 no intervalo e dispararam para uma vitória por 112 a 95 na estreia do grupo na NBA Cup, segundo o Press Democrat. Stephen Curry terminou com 31 pontos, e a mesma reportagem observa que ele passou Dominique Wilkins e chegou ao 18º lugar na lista de maiores pontuadores da história da NBA (26.688).
O lance é a manchete, mas a história é o banco
Sim, o momento que todo mundo vai recortar para as redes é Curry deixando Dončić para trás com um drible no terceiro quarto e depois acertando a bola de três por cima dele. É um grande espetáculo. Mas achamos que tratar isso como um duelo entre Curry e Luka ignora o que realmente decidiu o jogo.
Olhe de onde vieram os pontos. Segundo o resumo do Daily News, o Golden State teve 50 pontos dos reservas, enquanto o banco dos Lakers fez sete. Dončić marcou 37 e Austin Reaves somou 21, mas o resto dos Lakers acertou 33,3 % dos arremessos. Isso não é um duelo. É um ataque de um homem só enfrentando um elenco que sempre aparece.
Os titulares dos Warriors, fora Curry, marcaram apenas nove pontos no primeiro tempo e ainda assim chegaram ao intervalo empatados. Isso diz algo sobre o sistema: quando as estrelas não produzem, a estrutura produz. Melton, Niang, Richard e Podziemski acertaram arremessos e defenderam o perímetro. Os Lakers não tiveram resposta parecida quando a explosão do primeiro quarto esfriou.
“Time de uma estrela” não é um plano, e os desperdícios de bola dos Lakers provam
Os Lakers agora são, de forma explícita, os Lakers do Luka. A prévia da Fox News foi direta: sem LeBron, as chaves entregues a um dos maiores ativos da liga. Dončić lidera a NBA em pontos, e ninguém deveria fingir que isso não é de elite.
Mas montar um time em torno de um único criador tem um custo. Os erros de passe dos Lakers geraram 27 pontos dos Warriors. Reaves teve oito desperdícios de bola pelo segundo jogo seguido. O técnico JJ Redick, falando sobre seu banco, disse que é “o sexto jogo e a segunda derrota”. Kessler classificou o colapso como “a coisa mais frustrante”. O próprio Dončić disse: “todo mundo tem que ser melhor do que isso”. Não são palavras de um time que tem resposta quando a magia do primeiro quarto se apaga.
Para ser justo, são seis jogos de uma temporada longa, e os Lakers ainda estão em 4-2. Dončić também perdeu a quarta-feira por causa de uma dor nas costas, e os Lakers jogavam o terceiro jogo em quatro noites. Não vamos descartar Los Angeles. Apenas dizemos que depender de um único motor convida exatamente a noites como esta.
Não trate a Copa de outubro como algo descartável
A opinião preguiçosa é que jogos da fase de grupos em outubro são basquete de exibição com um troféu pendurado. Discordamos. O Golden State está em 3-3 e teve um início difícil, com Kerr pedindo abertamente paciência enquanto o time migra para um novo esquema five-out. Uma vitória sobre o time que os atropelou na noite de abertura, em um jogo que vale pelo Grupo C, é o tipo de resultado que pode transformar uma transição instável em confiança.
Há também um ponto de contexto maior: foi a maior diferença de vitória da era do relógio de posse para um time que perdia por 20 ou mais pontos após o primeiro quarto, segundo o Daily News, superando uma vitória dos Warriors sobre os Bulls em 1976. Deixando a história de lado, achamos que a classificação da Copa provavelmente vai premiar jogos como este, e isso já é motivo suficiente para levá-los a sério.
A própria frase de Curry talvez seja o melhor resumo. Ele disse que esses momentos pareciam “os Warriors do terceiro quarto de antigamente”. Nostalgia é uma base arriscada, e aos 38 anos ele não consegue carregar o time toda noite. Mas, por ora, a velha magia vem com profundidade de elenco e um sistema por trás.
Nosso veredito: os Warriors não provaram ser melhores que os Lakers ao longo de uma temporada. Provaram que uma vantagem de 25 pontos construída sobre uma superestrela é frágil, e que um jogador de 38 anos com um banco profundo ainda consegue desmontá-la em um quarto. Se você precisa escolher um modelo para apostar, fique com a estrutura em vez do poder de uma estrela, e leve a Copa a sério.
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