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Redação Sportsfera
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A profundidade do Palmeiras supera a raça do Vasco na Copa do Brasil

A vitória por 1 a 0 na ida, com a mudança de Abel Ferreira, indica que um elenco mais profundo vence um mais faminto num calendário apertado: pernas cansadas são o problema do Vasco.

Publicado
2 de novembro de 2026
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3 min
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A necessidade pode vencer a profundidade de elenco? O Vasco chega a São Januário no domingo jogando em casa, com um déficit a reverter e todos os argumentos emocionais a seu favor. Na nossa opinião, essa é uma mão mais fraca do que parece.

Vamos ao que aconteceu. Como o Lance! informa, Abel Ferreira abandonou o desenho com três zagueiros e três volantes e colocou Mauricio no lugar de Andreas Pereira. Mauricio marcou o único gol da vitória por 1 a 0 no Nubank Parque. O Palmeiras deu 19 chutes, apenas quatro no alvo, e teve superioridade numérica após o segundo amarelo de Saldivia, mas nunca achou o segundo gol.

A mudança de Abel funcionou, mas a finalização é o alerta

A alteração foi a decisão certa. Mauricio trouxe mais infiltrações na área e mais participação ao lado de Flaco López e Jhon Arias, e o Palmeiras dominou a primeira meia hora. Esse é um treinador lendo o próprio elenco e usando bem a sua profundidade.

Mas uma vantagem de 1 a 0 construída com 19 chutes é uma margem curta. O Palmeiras precisa apenas do empate no Rio. Mesmo assim, o Correio descreveu um time que cria chances e depois finaliza mal a jogada ou, por excesso de refinamento, nem chega a chutar, um roteiro que, segundo o jornal, repetiu o de outros jogos. Para nós, isso é um hábito, não azar, e um gol fora de casa pode reabrir tudo. Nossa leitura: o Palmeiras é favorito, mas ainda não conquistou o direito de ficar tranquilo.

O problema do Vasco é o calendário, não o empenho

Ninguém duvida da motivação do Vasco. A questão é a carga de jogos. Veículos de torcedores como o SuperVasco descrevem uma agenda apertada, dividida entre o Brasileirão, a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana. Segundo eles, o rodízio de jogadores funcionou melhor nos mata-matas do que no campeonato, em que o Vasco está na zona de rebaixamento. Uma coluna da Globo também sustenta que o Vasco tem tudo para chegar à final, mas que seus jogadores estão desgastados.

Essa é a tensão real. O Vasco luta contra o rebaixamento e por uma final de copa ao mesmo tempo, e Pedro Emanuel precisa decidir quem poupar. Antes da volta, o time visita o Athletico-PR na quarta-feira, enquanto o Palmeiras recebe o Remo na quinta. O Palmeiras também tem um jogo de campeonato no meio do caminho, então não devemos exagerar a diferença de frescor físico. Ainda assim, um time que busca uma vitória por dois gols precisa pressionar, correr e se recuperar, e é exatamente isso que pernas cansadas têm dificuldade de fazer.

O que o Vasco realmente tem a seu favor

Para ser justo, a decisão está aberta. O Vasco foi mais agressivo depois do intervalo, e houve uma mão na bola contestada de Barboza que o árbitro Anderson Daronco deixou passar, sem recomendação do VAR. O comentarista PC Oliveira, do Grupo Globo, disse que foi pênalti, segundo o Jornal Pequeno. O recuo de bola de Lucas Evangelista quase virou gol contra. Uma vitória por um gol leva a decisão aos pênaltis, e uma vitória por dois gols classifica direto.

São caminhos reais. Mas dependem de lances, e lances são justamente o que um time mais descansado e mais profundo consegue absorver melhor.

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