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Alonso na Red Bull: O Veto Que Definiu Uma Era da F1

A autobiografia de Christian Horner revela que Fernando Alonso estava ansioso para se juntar a Max Verstappen na Red Bull, mas um veto interno, aparentemente do círculo de Verstappen, bloqueou a mudança, evidenciando a complexa dinâmica de poder da F1.

Publicado
15 de outubro de 2026
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3 min
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A ida de Fernando Alonso para a Red Bull foi uma oportunidade perdida histórica ou as dinâmicas internas da Fórmula 1 impediram, felizmente, um choque de titãs? As recentes revelações da autobiografia de Christian Horner, Drive, pintam um quadro vívido do que poderia ter sido, expondo os jogos de poder que frequentemente ditam o cenário do esporte para além da pista.

Horner, o ex-chefe de equipe e CEO da Red Bull Racing, confirma em seu livro, com lançamento previsto para 22 de outubro, que estava negociando ativamente com Fernando Alonso para a temporada de 2025. O interesse era mútuo, com o próprio Alonso expressando um forte desejo de correr ao lado de Max Verstappen. Segundo Horner, durante o Grande Prêmio do Japão de 2024, Alonso afirmou que estava “ansioso para correr ao lado de Max na temporada seguinte” [fonte: El Español].

O Bloqueio: Quem Disse Não a Alonso?

A perspectiva de dois campeões mundiais na mesma equipe era empolgante, mas não se concretizou. O relato de Horner detalha como a operação foi bloqueada internamente. Ele afirma que Helmut Marko, então conselheiro da Red Bull, “deixou claro que não estavam entusiasmados com a ideia” [fonte: Motorsport.com España], aparentemente agindo em nome da equipe de gestão de Verstappen. Horner, embora desapontado com a decisão, enfatizou que “soube imediatamente que essa ordem não veio de Max”, sugerindo que o próprio campeão reinante não foi quem rejeitou a chegada de Alonso.

Essa revelação destaca as intrincadas estruturas de poder dentro das principais equipes da F1, onde as decisões muitas vezes vão além dos desejos do chefe de equipe ou da preferência de um piloto. O desapontamento de Horner é palpável em sua lembrança, indicando uma significativa oportunidade perdida para o que poderia ter sido uma dupla formidável.

Por Que Alonso Estava no Radar da Red Bull

O contexto da busca da Red Bull por Alonso surgiu do desempenho de Sergio Pérez. Horner observou que o desempenho de Pérez havia se tornado “irreconhecível” em comparação com as temporadas anteriores, levando a uma busca por um substituto forte capaz de proporcionar estabilidade e um desempenho de nível de campeonato ao lado de Verstappen. Alonso, um bicampeão mundial que ainda demonstrava velocidade e ambição impressionantes aos 42 anos, se encaixava naturalmente na visão de Horner. O histórico do piloto espanhol com a Red Bull também era notável, pois a equipe havia tentado contratá-lo em várias ocasiões no passado, incluindo uma abordagem significativa em 2009, antes de ele se juntar à Ferrari.

Outros Candidatos e as Escolhas Posteriores da Red Bull

Alonso não foi o único piloto de elite que Horner considerou. Charles Leclerc, então na Ferrari, era outro candidato principal. Horner via Leclerc como potencialmente “o piloto perfeito”, elogiando sua velocidade, consistência e atitude de jogador de equipe, e observando que ele “parecia frustrado com a Ferrari”. No entanto, assim como com Alonso, Marko também aconselhou Horner a “esquecer Charles”, afirmando que a mudança “não ia acontecer”. Carlos Sainz também foi considerado, com Horner se encontrando com ele para discutir uma possível mudança em 2026, reconhecendo-o como um “piloto experiente de F1” e um “jogador de equipe”.

No final das contas, as dinâmicas internas da Red Bull os levaram por um caminho diferente. Pérez foi inicialmente renovado, mas depois deixou a equipe no final de 2024. Para a temporada de 2025, Liam Lawson assumiu o assento, mas depois de apenas duas corridas, foi substituído por Yuki Tsunoda. Horner admitiu que “não se sentia confortável” com a promoção de Lawson, citando sua juventude e inexperiência. Atualmente, Max Verstappen divide a garagem com Isack Hadjar, após uma série de mudanças que ressaltam os desafios que a Red Bull enfrentou para encontrar um segundo piloto estável e de alto desempenho.

Enquanto isso, Fernando Alonso assinou uma extensão de contrato com a Aston Martin em 11 de abril de 2024, poucos dias após as discussões do Grande Prêmio do Japão, fechando efetivamente a porta para uma mudança para a Red Bull em 2025. Ele agora está comprometido com a Aston Martin até a temporada de 2027. A pergunta sobre o que poderia ter acontecido, caso o veto interno não tivesse ocorrido, permanece fascinante.

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